quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Saudades e despedidas



Uma viagem nos ensina muitas coisas, sobretudo a rever quem somos.
Foi - agora é tempo de utilizar os particípios -, sem dúvidas, uma grande experiência e aprendizado para a vida! superando os limites profissionais. O desconforto de camas alheias; a falta de um local mínimo onde se pode sentir 'segurança', mesmo que ilusória, do que chamamos de privacidade; o desconhecimento de tudo - espaço e tempo- o sentir-se estrangeiro; a agonia que dá quando a saudade embebeda a mente e todos os orgãos do corpo e ter uma faísca de consciência de que se está a 1800km de casa.
 
O sentimento da distância, ver que o tempo não corresponde a suas expectativas tão demarcadas, passíveis de um inútil e falso controle... Mas talvez a maior dificuldade, a maior mácula que se enfrenta é a falta de 'cumplicidade' entre a pessoa e as coisas. 
Explico: quando não se está em casa e embriagado de saudade, olhe a sua volta, nenhum objeto terá história alguma para te lembrar; a porta não lhe dirá nada, nela não tem aquele trinco apareceu enquanto você e seu irmão jogavam conversa pro ar; o canto da escrivaninha não tem aquela falta de verniz que seu cão fez sumir (ou não é o verniz que se foi, mas a árvore que esta voltando, como diria Drummond) em suas insistentes marcações territoriais; a cama não lhe sussurra nenhum segredo das noites de pesadelo que você precisou deixar a luz acesa pra dormir; as paredes não carregam quadros com as fotos que você ainda não sabe, mas são suas prediletas. Tudo está limpo, seco, vazio: a porta é só porta, a cama é só cama e nem lhe traz bom sono, a parede é branca é não tem histórias pra contar.
 
Não existem reclamações quanto às oportunidades que foram oferecidas, pelo contrário, existe um tremendo sentimento de gratidão de minha parte e de meu pai (outro grande cara, sem o qual nada seria possível). Repito, foi uma experiência  unica que nunca vou esquecer. Isso tudo que ficou dito são reclamações de um coração que bate longe dos que batem no mesmo ritmo do seu.
 
Uma viagem não existe sem a volta... A volta que soube aprender ser o melhor e mais importante momento de uma viagem. O poder voltar!
 
Saímos daqui com orgulho do dever cumprido e levando amigos importantes: Paulo Vuarnet, Lalau, Carlinho, Fabrício, galera da Stereo. Sem nunca esquecer de agradecer ao Nasi pela força, confiança e pelo convite, epero ter atendido o que era esperado.
 
Ultimo show dessa turnê no Morocha, energia que só se encontra nesse pedaço de terra e mar. obrigado a todos que estiveram presentes e fizeram a festa conosco.
Em breve muitas fotos e vídeos dessa viagem estão disponíveis no site.
 
Tudo muito bom!!! Sem mais palavras... Preciso correr pros braços das pessoas que amo!
Hoje, ouvi uma senhora cantando a canção de Roberto "Eu te amo, te amo, te amo"...
 
Muito obrigado, é hora de acordar em meu travesseiro e ver que as coisas ainda estão nos mesmos lugares......

4 comentários:

  1. lucas, feliz esse encontro.
    você e arraial d'ajuda.
    feliz choque de realidades e emoções.
    muito grato a vocês por terem proporcionado muita felicidade por aqui, especialmente no morocha club.
    muito grato por nos oferecer sua energia em forma de música e poesia.
    obrigado ao nasi por nos conectar.
    até a volta.
    grande abraço
    paulo vuarnet

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  2. E este foi o fim do começo de uma longa e feliz jornada...

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  3. Paulão, vlw meu amigo!!!!
    a felicidade, e a surpresa, de encontrar pessoas amigas tão longe ... é muito necessario e importante termos pessoas assim do bem ao nosso lado... sempre!
    não tenho como te agradecer pela força, pelo apoio, pela grandissima ajuda!
    Até a proxima!!!!

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