segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

10-01-11

Já se passaram 16 dias longe de casa e a agenda vai sendo cumprida aos poucos...mas as horas são jogo duro por aqui, não se deixam levar por qualquer sonolência, ou distração eletrônica. Tudo tem seu tempo e o sistema não consegue alcança-lo em sua totalidade.
Muitas coisas aconteceram, muitas ficaram sem serem ditas, um pouco por preguiça, outro tanto em razão das circunstancias que não permitiram uma entrega mais assídua e disciplinada (isso já expliquei: net ruim, pc ruim etc).
Obviamente, que eu gostaria de escrever muito mais e deixar um legado para meus descendentes brigarem entre si pelos direitos autorais, mas como não tenho tantas pretensões literárias e sei das minhas sérias lacunas prosaicas, fico contente com o pouco que escrevi. Não sei se nestas poucas linhas está o peso da concisão, sem dúvida está a lentidão de um sol contínuo que nasce mais cedo e um pouco do aprendizado de apagar a própria imagem da retina – digo isso em meu nome, sei que não é o que acontece com muitas pessoas.
Acredito que um pouco da dificuldade para escrever venha desse esquecimento involuntário do EU.
Sem mais discursos explicatvos, o lugar deles estava reservado apenas para o primeiro tópico.
Não disse dos últimos dois shows no Outeiro dias 5 e 6: mais uma vez foi uma surpresa. É difícil encontrar publico tão receptivo e participativo quanto o daqui da Bahia. Fiquei mais surpreso quando pediram pra que rolasse músicas autorais. Pela primeira vez toquei “Aprendendo a Errar”, uma canção que compus faz algum tempo e que eu vinha renegando por pura falta de sensibilidade, com ela fomos aplaudidos com prazer, sem forçar a barra, foram aplausos com vontade e sinceridade e não eram amigos e conhecidos que estavam na platéia, os méritos todos ficam com essa canção que conseguiu tocar algo dentro de cada aplauso.
Obrigado a todos que fizeram o show com a gente!!!
Não falei ainda do quanto passei mal, mas isso não vale a pena transcrever. O que ficou pra trás de coisas negativas, cuido de enterrar e esquecer.
Sinto que este post está melancólico e com cara de despedida, mas ainda não é hora.

Um comentário:

  1. Realmente, este post me pareceu melancólico e com cara de despedida... Entendo, ou penso que posso imaginar, os motivos que o tornaram assim, motivos esses tão intrínsecos e sinceros, gerados da saudade, palavra tão linda, de significado tão amplo e tão brasileiro, sem tradução, mas que diz tudo o que queremos explicar nos momentos em que a sentimos!

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